Sinopse


As crônicas, que se dedicam a analisar e nos conduzem a refletir sobre situações de racismo e discriminação racial, contrariamente ao que o leitor acostumado poderia esperar, não nos conduzem à desilusão, à tristeza, àquela imagem a qual rechaçamos de povo meramente rancoroso, ou apequenado pelo sofrimento. De forma nenhuma! As crônicas trazem revoltas cheias de reflexão e acertos de análise, como quando a autora fala dos editais da Funarte com recorte racial que ainda estão suspensos. Os textos sempre trazem de volta os chistes irônicos, como em “Marigô”. Aliás, a leveza deste humor crônico, deste humor na corda bamba da seriedade, atravessa todo o livro que o leitor lerá de uma sentada! Seja para lembrar e repensar fatos recentes, seja pelo gosto de pensar junto com a autora, seja pela impossibilidade de dar qualquer intervalo que seja antes da última página.

Autor

Cidinha da Silva é escritora e editora na Kuanza Produções. É autora de 19 livros, entre crônicas, contos, ensaios, dramaturgia e infantojuvenis. Suas obras mais conhecidas são: Os nove pentes d’África (2009, adotado no PNLD Literário 2020); Africanidades e relações raciais: insumos para políticas públicas na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas no Brasil (2014, livro de referência); Kuami (2019, 2ª edição) e #Parem de nos matar! (2ª edição).
Seu primeiro livro de contos, Um Exu em Nova York (2018), publicação da Pallas Editora, recebeu o Prêmio da Biblioteca Nacional (2019), e Explosão feminista, do qual é coautora, foi finalista do Prêmio Jabuti (2019), e recebeu o Prêmio Rio Literatura 4ª edição (categoria ensaio).
Tem textos traduzidos para o alemão, o catalão, o espanhol, o francês, o inglês e o italiano.
É curadora e âncora do programa-web Almanaque Exuzilhar (Youtube) e é doutora em Difusão do Conhecimento.